" Tudo o que vai volta, mas nem tudo o que volta encontra o que deixou."
Ando a considerar experimentar. Socorro




"A liberdade não consiste em fazer tudo o que se quer, quando isso agride os outros. Mesmo que aquilo que agride os outros seja, para nós, perfeitamente aceitável. Só os ignorantes é que acham que a liberdade é fácil de gerir." - Miguel Sousa Tavares ; será que é preciso acrescentar mais alguma coisa?


I love you Joey. Já não se fazem comédias como dantes. 





É domingo. Acho eu. O raios de sol espreitam pela janela, tocam suavemente na minha pele, beijam as minhas sardas. Tento abrir os olhos mas tal esforço é-me negado. Puxo os cobertores da minha cama de casal e enrolo-me neles. Nisto ouço um gemido. Alarmada levanto o meu corpo mole e semi nu da cama. Olho em redor a analiso o espaço em redor - roupa espalhada pelo chão. Botas pretas, casado de pele, calças da levis, o meu vestido preto - as peças todas salpicadas pelo quarto tal e qual as pintas de um damalta, um confusão total. Sinto o pânico, arrepios repetidos percorrem o meu corpo. Viro-me e fito a minha cama, a minha cama de casal que não está vazia. Um vulto de caracóis loiros geme e puxa os cobertores para si. A imagem chega a ser digna de um filme, a personagem em si é digna de fotos de revista.
Nisto imagens da noite anterior assaltam a minha memória - dividir uma garrafa de vodka com a Rita, entrar no bar, os shots, a dança sensual e bastante provocante contra o vulto de caracóis. Lembro-me das mãos fortes e quentes dele a percorrem o meu corpo, recordo-me da ânsia de mais, do desejo formado no estômago, lembro-me da segurança que senti quando ele pegou em mim e me beijou, primeiro doce e calmo, com um toque de whiskey e tabaco, lembro me de sentir a lingua dele percorrer o meu pescoço enquanto que me puxava para mais perto.
Perante o bombardear de imagens sinto a necessidade de me sentar, caindo aos pés da cama. A minha cabeça dói, tal como as minhas pernas, e o meu pescoço. Não sou de aventuras como esta logo não sei como agir, se isto fosse um livro, se isto fosse um dos romance que adoro e devoro todos os domingos, tinha encontrado o amor da minha vida. Mas isto é a vida real e como tal sei que a situação será mais cruel. Levanto-me e entro no quarto de banho, ligo a água quente do chuveiro, tiro a roupa e olho ao espelho. Tenho a pele marcada, e cada marca trás consigo uma memória. O vermelhão no pescoço foi feito no táxi, a mordedura no peito tinha sido na cama, logo depois de me ter tirado o vestido e o soutien. As várias marcas de aventura ao longo das pernas, coxas e ancas são prova do desejo sentido ontem, ele também as deve ter por todo o corpo , penso. Quando entro no chuveiro deixo a minha mente vaguear por todas as emoções que senti, muitas pela primeira vez. Não me recordo do seu nome, ou da sua voz. Não sei o que faz, quem é ou o que quer , mas gostava de saber. Gostava de encontrar alguém com quem pudesse passar uma noite como a de ontem e partilhar o dia seguinte, deitados na cama, a falar ou a ver filmes.
Viro-me com a intenção de ir buscar o gel de banho quando a porta do chuveiro abre e revela um Adónis nu.
- Bom dia boneca, posso entrar?
Aquela voz. A voz rouca e danificada pelo tabaco. Eu conheço aquela voz. Boneca. Já ninguém me chamava boneca. Nunca ninguém me chamou boneca depois do Diogo ter partido há vários anos atrás.
Perante a falta de resposta ele entra, dá um passo na minha direção enconstando-me contra a parede fria do chuveiro. Inclina a cabeça, passeia os lábios pelo pescoço e sussura :
- Não me digas que te esqueceste de mim Boneca, só se passaram 14 anos. - Para de falar e beija-me no pescoço, subindo levemente e demorando todo o tempo do mundo até chegar ao canto dos meus lábios- Eu não me esqueci de ti. Num movimento rápido puxa-me para perto de si, esmagando me contra o seu tronco, beijando-me com vontade e força. Beijou-me até me fugirem as dúvidas, beijou-me até os meus joelhos tremerem e eu perder as forças, beijou-me até eu conseguir dizer :
- Diogo, voltaste para mim ....

Lembram-se quando disse que não tinha namorado? Brincadeira , aqui está ele




Estou super zangada. Irritada, revoltada para lá do imaginável. Quando terminei a relação com o Menino ele deixou de me falar. Completamente, passei de 80 a 0 ( notem que éramos melhores amigos). Ignorava-me quando passava por mim, respondia-me torto quando eu tentava iniciar a conversa. Foram momentos negros, que ao fim de contas, magoavam.
No sábado fui a uma festa e ele estava lá. Foi estranho, e houve vários momentos constrangedores. No fim ele pediu para falar comigo, e estivemos muito tempo juntos - eu sentia saudades dele, é difícil de explicar. Quando me vinha embora ele abraçou-me, com tudo o que tinha, a saudade, a mágoa, a tristeza, a desilusão, a raiva...
Eu pensei que íamos entrar num novo caminho, e tal se verificou.
Porém mal eu chegava a casa ele mandava mensagem pelo facebook ou pelo viber. Estava nas aulas e recebia mensagens dele. Eu não tenho tempo para responder a tudo, simplesmente não tenho ! Entre a praxe, os ensaios do grupo, o ginásio, estudar para o código e tentar manter-me equiparada na matéria leccionada fico exausta. Ainda por cima ele é de uma rede diferente da minha, logo só lhe podia responder quando tivesse internet.
Como podem ver, eu não fui a pessoa mais faladora, portanto ele publicou um poema, bastante acusador para mim.
Mal o li todos os meus cabelos saltaram, as minhas pupilas dilataram e eu fiquei nervosa. Sim, nervosa numa segunda feira de manhã, devido a um poema.
Como tal, deixei-lhe logo uma mensagem no Facebook. Mas já não sei o que fazer.
Que berbicacho ! Como acham que devo proceder?
"See, some guys prefer asses. Some prefer tits. And I’m not saying that I don’t like those bits. But what’s more important, what supersedes, for me, is a girl a with passion, wit and dreams. So I want a girl who reads."

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Qual escolhem? O coração ou a razão? 

A minha casa tem de ter uma escadaria super linda, tal como esta. Não sei porquê, mas a madeira antiga sempre me cativou. Chega até a ser poética. 

A primeira aprovação ! Quem não ficava contente? 

Este fim-de-semana estive super carente. Juro que deprimi por não ter namorado, por estar só, por estar com a cara cheia de pontas vermelhas. Hoje lembrei-me, não preciso de namorado e, mais vale só que mal acompanhada. Em relação à cara, fodeu migos! Não posso fazer nada. O que fazem para as borbulhas?


Antes de morrer vou ler todos os livros dele. É simplesmente algo genial. Não tenho palavras. Chorei tanto no "Looking for Alaska", perdi-me no livro, imergi com as personagens.
Simplesmente genial.
Eles já voltaram ! hip hip, hurra ! Quem vê?


Tenho saudades dela, mas acho que a distância nos aproximou. Estranho?

Sexta dia 13, do mês nove de 2013, pelas 3 horas, fiz a minha primeira tatuagem. Quem tem também?

Não sei como beijar. E estou cheia de medo. E se estragar tudo?

Ele : Estamos num concerto
Eu: UAU, tão fixe ! Quem vai?
Ele: Eu e o meu "date"
Eu : És engraçado -.-
Ele: Family date, é a minha tia!
Eu: Ah, eu sabia.... Que concerto?
Ele:Aquele clube de jazz que te falei. Só espero que lhe ofereçam mais, para eu ter um encontro a sério



Ele : A única pessoa que quero levar num encontro és tu!

Ai senhora, a minha cara não conseguia ficar mais vermelha. O meu coração saltou um batimento. O que se passa?


Eu : Tenho um encontro amanhã! o.o
Ele: Aaah, o quê ?! o.o
Eu : Com o meu livro de código, vamos ficar bastante íntimos
Ele: Ah , eu não fiquei preocupado. Nada mesmo. 

Serão ciúmes?